quinta-feira, 31 de maio de 2018

TESTEMUNHO EX-HOMOSSEXUAL DENNIS JERNIGAN

A Constituição brasileira em seu artigo 5º diz que:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Como Dennis Jernigan deixou de ser homossexual?

Por Dennis Jernigan


Antes de dar início à minha história, vocês têm que saber que eu tenciono honrar o meu pai terreno e a minha mãe terrena, bem como o meu Pai Celestial. O motivo que me leva a partilhar estas coisas prende-se com o facto de eu acreditar que muitas pessoas serão capazes de se identificar pelo que "eu passei".
O meu maior desejo é que vocês venham a conhecer o Pai de uma forma ainda mais íntima do que eu conheço. Porque todos nascemos pecadores e temos algumas necessidades básicas. Sim, também temos necessidades físicas, mas eu estou a falar das muitas necessidades emocionais e espirituais com as quais todos nós nascemos.

As crianças pequenas obtêm a sua identidade através do seu pai. Lembro-me de ser uma criança pequena e desejar a aprovação e a aceitação do meu pai em todas as áreas da minha vida. Sendo pai tanto de rapazes como de raparigas, consigo ver a forma como os meus filhos precisam de mim para os ajudar a aperceberem-se de quem são, mas também como as minhas filhas igualmente precisam de mim. Uma das minhas pode "fazer" o seu cabelo, mostrá-lo à minha esposa e perguntar como é que ele está. Mas é preciso o selo de aprovação do pai antes de ela acreditar que o seu cabelo realmente está aceitável.

E não é esta a forma como deveria ser com o nosso Pai Celestial? Será que eu tenho o desejo de obter o meu valor e aceitação por parte do meu Pai Celestial? Eu tenho o desejo de obter o meu valor e a minha aceitação por parte do meu Pai Celestial e o que Ele diz que eu sou. Como pai, tenho o desejo de nutrir os meus filhos de tal modo que eles não fiquem dependentes de mim, mas consigam transferir as suas necessidades profundas para o seu Pai Celestial. Sei que nunca serei um pai perfeito, um marido perfeito, um líder de louvor perfeito, ou uma pessoa perfeita. Mas o meu Pai é Perfeito de todas s formas! A minha cura veio e continuará a vir à medida que eu buscar um relacionamento íntimo e tonificante com Ele.
História

Eu nasci em Sapulpa, Oklahoma. Pouco depois do meu nascimento, os meus pais mudaram-se para a quinta que os meus avós (Samuel Washington e Myrtle Mae Snyder) haviam construído, a quinta onde o meu pai havia sido criado. Vivíamos a três milhas da pequena povoação de Boynton, Oklahoma (População: aproximadamente 400) onde os meus irmãos iam à escola.

Desde a mais tenra idade, o Senhor deu-me o dom de tocar o piano. Por volta dos 9 anos, eu tocava com regularidade nos momentos de adoração na "First Baptist Church". Esta foi também a igreja que o meu avô Herman Everett Johnson pastoreou. Esta foi a igreja onde os meus pais - Samuel Robert Jernigan e Peggy Yvonne Johnson - se conheceram. O meu pai havia também estado a cantar aqui desde que me posso lembrar.

Quando eu tinha cerca de seis ou sete anos, a minha avó Jernigan mudou-se de volta para a quinta num reboque junto a antiga casa de fazenda onde nós vivíamos, e cada dia que passava eu poderia ser encontrado na casa da minha avó a tocar piano e convenientemente a esquecer-me de fazer os meus deveres.

Foi através da minha avó Jernigan que o Senhor me ensinou a tocar o piano. Uma vez que vivíamos longe duma povoação com um professor de música, tu tive que aprender a tocar piano de ouvido. A minha avó era muito paciente comigo, e ensinou-me a fazer "acordes" para "tocar na igreja". Foi também a minha avó que me disse que, no relacionamento com o Senhor Jesus, havia mais que apenas ser salvo.

A minha avó disse-me uma vez que haveria de conhecer o meu avô Jernigan mal ela chegasse ao céu porque o Senhor lhe havia dito o Seu "Novo Nome na Glória!" Eu fiquei pasmado! Deus falou com a minha avó...mas eu nunca O ouvia a falar comigo. Escusado será dizer isto, mas eu cresci muito próximo desta senhora devota. Haveriam de passar muitos mas muitos anos antes de me aperceber do impacto total que ela teve, e ainda tem, na minha vida.

Uma memória antiga (e importante) que ajudou a que eu me colocasse no caminho da identidade homossexual ocorreu num Domingo quando eu tinha cerca de 10 anos. O meu irmão e os meus primos estavam a brincar na escadaria da igreja antes do culto começar, totalmente alheios aos homens que se encontravam bem à nossa frente. No entanto, os meus ouvidos ficaram aguçados quando o tópico da conversa passou a usar termos tais como ‘fagging’ e ‘queering’ porque que sabia que eles falavam de MIM, embora eles não o soubessem.
Estes eram os homens que me haviam ensinado sobre Deus. Estes eram os homens cujas imagens Deus havia gravado na minha mente.  Adivinhem, então, o que eu achava que Deus pensava de mim? Eu pensava que Deus me odiava e este pensamento torturou a minha alma durante muitos anos.

Embora eu equivalesse as minhas habilidades musicais/artísticas e as minhas sensibilidades emocionais com o facto de ser efeminado, Deus usou essas habilidades para me salvar do tormento e, na verdade, para preservar a minha vida e a minha sanidade. Quando os rapazes da minha escola me gozavam e me provocavam, eu podia sempre perder-me no piano mal chegasse à casa da minha avó (depois das aulas), e aí ninguém me poderia magoar.

Eu tinha também a capacidade de sonhar o mesmo sonho todas as noites. Nos meus sonhos, eu vivia no USS Enterprise e o meu pai era o Capitão James Tiberius Kirk. Todos os sonhos tinham o mesmo tema recorrente de eu ser capturado pelos aliens, e o meu pai, o Capitão Kirk, a aparecer no último instante e a destruir os meus raptores.
No final do sonho, a minha mãe (Doris Day!) cantava ‘Que sera, sera! Whatever will be, will be. The future’s not ours, you see! Que sera, sera!’ Mesmo dentro do meu desespero, o Senhor usava os meus dons e as minhas sensibilidades que Ele tinha colado em mim (que eu pensava que faziam parte da minha natureza efeminada)( como forma de me preservar e me proteger!

A minha relação com os meus pais, e levando em conta o que fiquei a saber falando com outras pessoas, era bastante típica da minha geração. Nós não éramos uma família afectuosa. Embora eu sentisse o carinho da minha mãe, eu não me lembro de alguma vez receber afecto físico do meu pai, ou entre os meus irmãos e eu.
O meu pai era um homem bastante trabalhador. Nós não éramos financeiramente pobres, mas também não éramos ricos. Para além de trabalhar na quinta, o meu pai trabalhava numa empresa de serviços públicos, e eventualmente trabalhou como mecânico durante muitos anos.
Desde que envelheci, Deus tem-me lembrado as muitas formas através das quais o meu pai expressava afeição e amor por mim enquanto eu crescia. O meu problema não era o meu pai, mas sim o facto de eu ter acreditado numa mentira. Mal Satanás colocou o seu pé na porta no meu coração, qualquer rejeição - independentemente do quão grande ou pequena ela fosse - era vista como falta de amor por parte do meu pai (ou por parte de quem eu sentisse que me tivesse rejeitado o tempo todo).

Um incidente em particular foi usado para me colocar em marcha para me identificar como homossexual.

Um dia, quando eu tinha cerca de 5 anos e me encontrava a brincar com os meus irmãos e com os meus primos num local onde os meus familiares tinham um negócio, senti a necessidade de usar a casa de banho. Corri para umas instalações públicas que estavam por perto, e não reparei na presença do homem velho atrás de mim até que acabei de fazer o que tinha que fazer. No preciso momento em que eu me voltava para trás, ele baixou as suas calças, expondo-se totalmente perante mim. Eu fiquei, ao mesmo tempo, aterrorizado e cativado pelo que vi.
Eu nunca tinha visto um adulto desta forma, e como tal, a curiosidade natural tomou contra de mim, mas o medo sobrepôs-se quando ele me perguntou se eu queria tocá-lo "ali". Corri dali para fora o mais rápido que pude, mas nunca cheguei a dizer a alguém o que tinha acontecido. Nesse preciso momento comecei a ouvir uma pequena voz na minha cabeça a dizer, "Porque é que aquele homem te haveria de pedir para fazeres aquilo? Deve haver algo de errado contigo, Dennis." E sim, um rapaz pequeno pode pensar desta forma porque foi assim mesmo que pensei.

Isto colocou em marcha o processo de eu olhar para mim como "diferente" dos outros rapazes e, de alguma forma, "menos que um rapaz". Por essa altura, eu nem era capaz de me convencer a colocar as minhas mãos nos meus bolsos (como era comum junto dos homens) porque eu pensava que eu não merecia ser identificado como um rapaz, e certamente que eu não me via como masculino. Por essa altura, comecei a focar-me exclusivamente em mim e tentei desesperadamente manipular a forma como os outros olhavam para mim.

Em retrospectiva, apercebo-me agora que eu era uma criança muito egoísta. Daquilo que me posso lembrar, eu sempre achei muito difícil acreditar que alguém me amava. Eu sentia-me um inútil. Visto que eu acreditava que ninguém me amava, era difícil eu receber amor. O que eu descobri, no entanto, foi que se eu fizesse bem as coisas, as pessoas iriam gostar de mim. Consequentemente, tentei ser o melhor em todas as coisas: trabalhos de casa, basquetebol, música, etc...... Mas fui ficando frustrado porque, independentemente do quanto que eu me esforçasse, nunca era o suficiente.

Eu estava triste e sentia-me sozinho (embora eu não estivesse sozinho). O desporto e as notas não me estavam a dar muita esperança, e nem a música. Devido às escolhas que eu fiz baseadas na forma . . que eu pensava que as pessoas me viam, tornei-me numa pessoa muito egoísta, muitas vezes à custa dos outros, e frequentemente à custa dos meus irmãos mais novos. O que as pessoas olhavam como algo bom - a minha performance exterior - rapidamente começou a esconder a mais profunda das dores e dos falhanços do meu coração.
Eu devo ressalvar que nem a minha mãezinha e nem o meu paizinho faltaram a um único evento enquanto eu crescia; isto deveria ter sido bem significativo para mim, mas mesmo assim, resolvi acreditar numa mentira.

Tenho que vos falar daquela que eu considero ser a parte mais dolorosa da minha vida, a parte que tentei esconder. Uma vez que me sentia rejeitado, permiti que isso permeasse todas as partes da minha vida. O que eu não me apercebi na altura é que Satanás me estava a mentir ao mesmo tempo que ele tentava me manter afastado do plano que Deus tem para mim. Isto incluía a parte sexual da minha vida. Nesta área eu sentia-me tão envergonhado e assustado com a rejeição que me tornei ainda mais egoísta e pervertido na minha forma de pensar.

Quando eu era um rapaz, eu precisei dum exemplo que me mostrasse como ser um homem, mas como me sentia rejeitado pelo principal homem da minha vida, eu, em vez disso, rejeitei-o e comecei a ansiar por intimidade com um homem mas duma forma pervertida. Devido a esta forma de pensar, comecei a acreditar que era homossexual. Isto deve ter sido bem cedo na minha vida porque lembro-me de ter sentimentos por pessoas do mesmo sexo desde a mais tenra idade.

Escondi isto das outras pessoas durante a minha presença na escola secundária e durante os meus 4 anos no "Oklahoma Baptist University" embora isso não estivesse oculto junto das pessoas com quem tinha relações. Devo acrescentar que, embora eu tenha estado envolvido no homossexualismo durante os meus anos universitários, ainda olho para esse período com ternura. É olhando para trás que posso ver a Poderosa e Espantosa Mão de Deus a ministrar-me o Seu amor no meio do meu pecado e da minha confusão.

Devido à minha falta de treino musical durante o meu crescimento, os meus estudos musicas na OBU foram quase como aprender uma nova língua. Poder ser capaz de ler e escrever a música que eu conseguia ver ou ouvir era como se um novo mundo se abrisse para mim. Isto foi-me muito útil mais tarde na minha vida quando comecei a expressar o meu coração e os meus sentimentos com a canção.

Um ponto de viragem importante na minha ocorreu no meu último no na OBU. Desesperado por me esconder dos outros, vivi sozinho durante o meu primeiro semestre como aluno do último ano. Durante esse tempo, eu olhava para mim como uma pessoa gasta e sem valor, indigna do tempo de alguém que me tentasse conhecer. Imaginem, portanto, a minha surpresa e a minha satisfação quando um homem mais velho - um marido, pai e líder Cristão junto da comunidade - todas as semanas me perguntava pelos estudos, e me levava para beber uma Coca-Cola e a orar por mim, pelos meus problemas e pelas minhas preocupações, e ser a meu amigo.

Eu nunca senti que podia confiar em alguém como eu confiava nele visto que ele investia tempo e energia para me conhecer; eu voltei a sentir que tinha valor. Nunca irei esquecer o momento da minha confissão honesta quando eu partilhei com ele o meu segredo mais profundo e sombrio. Foi como se todo o peso do mundo, que se tinha acumulado sobre mim durante os meus 21 anos de vida, tivesse sido subitamente erradicado. Sentia-me livre e leve e afirmado mais uma vez. Este sentimento durou alguns momentos........até que o meu amigo, o meu mentor, fez um avanço sexual sobre mim.

Depois desse encontro, fui para o meu apartamento, liguei o meu fogão de gás mas não acendi a chama. Enquanto me encontrava no chão, lembro-me de pensar que isto seria para o bem de todos (isto era eu a focar-me em mim, e decidir o que era bom para mim; egoísta até o último segundo!). Passados que estavam alguns minutos, comecei a ter pensamentos do tipo:

Estás pronto para a eternidade? Sabes mesmo o que te espera do outro lado? Será que estás realmente pronto para isto?

Fiquei com tanto medo que desliguei rapidamente o fogão, e fiz a seguinte declaração para mim mesmo:

Esta é a forma como nasci. Vou parar de lutar e simplesmente SER quem eu sou.

Vivi dessa forma desde essa noite em 1980, até bem depois da minha licenciatura em 1981.

Depois da minha graduação da OBU em 1981, Deus começou a mover-Se de formas sobrenaturais que eu nem conseguia ver! Uma dessas instâncias foi um simples concerto musical. Um grupo com o nome de "O Segundo Capítulo de Actos" estaria em concerto em Norman, Oklahoma, e eu sabia que era suposto eu assistir. Por essa altura da minha vida eu buscava por alguém que fosse real, alguém que realmente caminhasse com o Senhor. Entre os músicos Cristãos, eu buscava mais que entertainers. Portanto, fui ao concerto.

Pude saber pelas palavras que eles diziam, e pela música que eles cantavam, que estas pessoas eram genuínas, e que a mensagem era fruto do desespero das suas próprias vidas. Eu precisava de esperança. À medida que ouvia a Annie Herring a falar e a cantar, fiquei sobrepujado com o amor do qual ela falava. Este era o amor com o qual eu sonhava mas que ainda não acreditava estar disponível para mim. Portanto, ouvi atentamente e com grande expectativa - até que ela chegou à canção "Mansion Builder".  Esta canção cativou a minha atenção profunda devido à uma frase simples:

"Why should I worry? Why should I fret? I've got a Mansion Builder Who ain't through with me yet?"(18)

De repente ela parou no meio da canção e disse:

Existem pessoas aqui presentes que estão a lidar com coisas que nunca disseram a ninguém, e estão a suportar esses fardos; isso está errado, e isso é pecado. Vocês têm que deixar essas mágoas de parte e entregar tudo ao Senhor. Nós vamos cantar esta canção mais uma vez e quero que vocês levantem as vossas mãos para o Senhor - juntamente com todos os fardos que carregam - e quero que os coloquem sobre as vossas mãos e entreguem tudo ao Senhor.

Tudo isto era novo para mim - adoração e louvor. Eu sempre pensei que isto era uma resposta emocional que não tinha valor algum, mas querem saber o que isso fez por mim?  À medida que levantava as minhas mãos, Deus tornou-se mais Real do que alguma vez havia imaginado! O levantar de mãos foi mais que um ação física; as minhas mãos eram uma extensão do meu coração.

Apercebi-me que que o Senhor Jesus havia levantado as Suas Mãos por mim - na cruz. Apercebi-me que Ele realmente estava ao meu lado e que Ele estava Disposto a caminhar comigo, levantar-me e ser Honesto comigo. E eu poderia ser honesto com Ele. Nesse momento, clamei a Deus entreguei esses fardos ao Senhor, e disse:

Senhor Jesus, eu não consigo mudar quem eu sou e nem consigo mudar confusão na qual eu me meti - mas Tu podes!

E querem saber? Ele realmente me mudou!

No momento em que eu reconheci o facto de eu estar totalmente indefeso, entreguei tudo na minha vida ao Senhor Jesus - os meus pensamentos, as minhas emoções, o meu corpo físico e o meu passado. Basicamente, assumi a responsabilidade pelos meus pecados e entreguei todos os direitos ao Senhor - o direito de ser amado e até o meu direito pela vida. Devido à minha escolha em favor do pecado, eu merecia a morte e o inferno - e foi nesse momento que o Senhor Jesus chegou.

Por essa altura, começou a acontecer uma coisa maravilhosa: comecei a ouvir o Senhor a falar comigo:

Dennis, Eu amo-te. Eu sempre te amei. Dennis, tu és o meu filho - Eu amo-te independentemente do que aconteça. Dennis, Eu sempre te vou amar!

Foi nesse momento que perdi a necessidade de ser aceite ou amado pelos outros porque me apercebi que o Senhor Jesus me amava e me aceitava independentemente do que acontecesse - mesmo quando eu era rejeitado pelos outros. Foi também nesse momento que todos aqueles pensamentos e desejos sexualmente perversos foram mudados e Ele começou  substituí-los com pensamentos santos e puros em torno do que deveria ser a sexualidade. O impulso sexual é um impulso criativo, e Satanás sabe que se ele conseguir pervertê-lo, ele pode matar e perverter a criatividade de Deus em nós.

Hoje, tudo isto parece estar no seu lugar. Quando eu tinha 9 anos, senti o Senhor a falar comigo e a dizer-me que um dia eu teria a minha família grande, e com 9 filhos. Pensei:

Senhor, deves estar Maluco! Como é que eu posso ter filhos se tenho desesos (anti-naturais) homossexuais?

Repararam no que Satanás estava a tentar fazer? Não só Deus me está a abençoar com um maravilhoso casamento e com muitos filhos, como Ele continua a derramar a Sua música no meu coração. É devido à gratidão do meu coração para com o Senhor que irei todas as crianças com as quais Ele me vai abençoar, e irei continuar cantar louvores ao Seu Nome. O segredo-chave para mim é saber que o Senhor Jesus me ama, e que eu preciso desesperadamente Dele todos os dias e cada vez mais, e aperceber-me que Ele me quer mudar - mudar o meu coração - todos os dias. O meu desejo é chegar até à sua Presença (deitar-me no altar) de modo a que Ele me possa moldar à Sua Imagem.

Quando eu tinha 9 anos, o Senhor Jesus começou a chamar-me para Ele. Em Setembro de 1968, perguntei à minha mãe como é que eu poderia ser salvo. Ela explicou-me qual era o Divino da salvação - que todos nós somos pecadores e que todos nós merecemos o inferno. Fui salvo nesse Domingo à tarde, e fui baptizado na mesma noite. Eu acreditei que estava salvo quando tinha 9 anos, mas devido ao facto de ter olhado para o meu Pai Celestial segundo a minha imagem pervertida do pai terreno, eu não pude receber tudo o que Ele tinha reservado para mim - como a aceitação e o perdão.

É realmente espantoso que Ele me tenha amado o suficiente para me preservar com vida da forma como Ele me preservou numa altura de promiscuidade, perversão, e doenças sexualmente transmitidas tais como a SIDA. Uma coisa que me manteve em marcha durante os primeiros anos da vida em que pensei em abandonar tudo e viver a minha vida de pecado, foi o facto do Senhor Jesus estar sempre a chamar-me. Se Ele era Deus, então certamente que havia esperança para mim.
A coisa mais preciosa no meio disto tudo é que Ele ama-me com todo o Seu Coração, e é dessa forma que eu O quero amar. Devido ao meu relacionamento com o Senhor Jesus, a minha ura tem sido e vai continuar a ser um processo contínuo até ao dia da minha morte, e até ao dia em que eu O posso ver Cara a cara

Outro ponto de viragem na minha vida chegou por essa altura - em 1981 - e com mais uma armação Divina. Um amigo próximo ficou a saber do meu passado, e eu tinha a certeza que cairia em desgraça e seria rejeitado. Quando ele me confrontou, corri para fora da casa e continuei a correr até quando já não conseguia correr mais.
Por essa altura, eu simplesmente clamei a Deus de modo a que Ele falasse comigo. Ao mesmo tempo, os meus olhos foram direccionados directamente para dentro da escuridão que era o céu nocturno onde eu vi o esboço duma nuvem a voar lá em cima. Esta nuvem tinha a aparência duma homem velho barbudo com os seus braços esticados. Perto dessa nuvem estava outra nuvem mais pequena com a aparência dum cordeiro.

À medida que eu olhava, o homem barbudo absorveu o pequeno cordeiro nos seus braços. Soube imediatamente que Deus estava a falar comigo, e que isto era o que Ele me queria fazer neste momento de necessidade. Depois disso tive a graça de regressar e "enfrentar a música". Mas não foi isso que aconteceu. Este amigo realmente era meu amigo. Ele disse que me amava e que estava disposto a ficar do meu lado à medida que eu caminhava através deste processo de libertação na minha vida. E sabem o que aconteceu? Deus começou a trazer até mim pessoas que estavam dispostas a amar-me de forma incondicional e a caminhar comigo através das provações da minha vida - independentemente do que acontecesse - até eu estar totalmente curado.

Em 1983, Deus chamou-me para me casar com a minha esposa Melinda. Assumi que, como eu me considerava curado, não havia necessidade de partilhar o meu passado com ela, mas rapidamente me apercebi o que eu estava a tentar fazer era esconder o passado - o que significava que eu ainda carregava comigo os fardos, e que eu ainda estava mais preocupado com o que os homens pensavam de mim do que o que Deus pensava de mim.

Pouco depois de nos termos casado, os bebés começaram a chegar, e com os bebês, a pressão adicional da responsabilidade de lidar com a questões genuínas da cura total na minha vida. Esconder a verdade iria afastar de mim a cura que Deus queria para a minha vida. Uma vez que eu escondia estas coisas dos outros, os meus relacionamentos nunca seriam o que Deus realmente queria que eles fossem - porque no amor verdadeiro, não há temor. Eu tinha sempre medo de contar aos outros porque pensava que ninguém me iria amar.

Porque é que estou a contar isto agora? Bem, no dia 3 de Julho de 1988 apercebi-me que Deus queria pegar numa das maiores fraquezas da minha vida, e fazer disso a minha maior força - e que Satanás queria manter isso em segredo de modo a que ele pudesse usar isso contra mim. Mas tal como a prostituta Maria Madalena, apercebi-me que esconder essas coisas mantinham-me fora da comunhão e fora de amar genuinamente Aquele a Quem eu mais amava - o Senhor Jesus. Não só, mas se eu abertamente confessa o meu passado, Satanás não teria qualquer tipo de munição contra mim.

Eis então o que eu fiz: em Julho de 1988, partilhei o que acabei de relatar com a minha igreja (embora duma forma mais resumida), e uma coisa linda aconteceu. As pessoas que haviam sido feridas como eu, ou até mais, começaram a revelar o seu passado - homens que haviam estado envolvidos no homossexualismo (sodomia), mulheres que haviam sido abusadas pelos pais, aqueles que haviam sido sexualmente abusados e nunca haviam dito nada a ninguém, e até aquelas que haviam feito abortos.

À medida que as pessoas iam confessando os seus pecados e as suas dores, o Senhor Jesus foi capaz de dar início à cura dos seus passados. Nesse dia, eu coloquei de parte a minha reputação e a minha vida como forma de servir ao Senhor Jesus duma forma impressionante. No entanto, eu quero que a minha vida seja uma vida quebrada e despejada tal como o perfume que Maria Madalena usou para lavar os Pés do Senhor Jesus, embora eles tenham dito que era uma coisa sem nexo. Quero colocar de parte a minha vida e a minha reputação pelos outros, tal com o Senhor Jesus fez por mim. Imaginem só - o Perfeito Senhor do Universo humilhou-Se e abandonou todo o Seu Poder e a Sua Glória porque me amava! Eu não posso fazer menos que isso.

Desde o dia em que partilhei publicamente o meu passado que Deus me chamou para contar  aos outros o que Ele havia feito por mim - para liderar e chamar os outros para terem um relacionamento íntimo com o Senhor Jesus através da avenida da música e da adoração. Foi depois de um tal tempo de partilha na minha cidade natal de Boynton em 1989 que comecei a aperceber-me da genuína profundidade e da extensão do grande amor de Deus por mim, e do chamado na minha vida e do papel que a visão e a oração da minha avó Jernigan tiveram sobre o meu ministério.

Depois de liderar a adoração no "Boynton Community Center", uma das parceiras de oração da minha avó veio ter comigo e disse:

Não é maravilhoso que as orações da tua avó tenha sido respondidas?

Entre sentimentos de choque e lágrimas de alegria, respondi, "Que orações?" Ela respondeu,

Não sabias?!! A tua avó contou-me da forma como ela costumava ficar por trás de ti, enquanto practicavas o piano na sua casa todos os dias, e pedia a Deus que Ele te usasse de forma poderosa no Seu Reino de modo a que viesses a liderar com a música e com a adoração. E Ele respondeu às suas orações!

As tuas circunstâncias, os teus pecados, as tuas feridas, etc, podem ser diferentes do que aconteceu comigo, mas a resposta é ainda a mesma - Jesus. Pode acontecer que alguém tenha pecado contra ti, e te ferido de forma profunda. Em situações como estas tu não és culpado. Se por acaso foste usado de alguma forma, tu podes receber a cura. Não aceites a falsa culpa que Satanás tentará colocar sobre ti visto que as circunstâncias estavam fora do teu controle.

Faço um apelo para que tu lides com o teu coração e com as coisas pelas quais tu és responsável - tal como a atitude, as ações, e os sentimentos. Há esperança para quem se encontra ferido. Se por acaso és como eu, é bem provável que estejas a precisar duma cirurgia radical, e esta cirurgia pode levar mais tempo do que colocar um penso rápido sobre uma ferida. Mas a cirurgia normalmente foca-se na causa e não se limita apenas a cobrir ou apaziguar os sintomas da ferida. Se estiveres disposto, podes chegar à raiz do(s) teu(s) pecados(s).

Faço um apelo para que chegues à raiz e comeces a lidar com o que quer que estejas a enfrentar. Eu já estive nessa posição e encontrei uma saída - e eu tenho que contar a minha história, a história de Jesus com aqueles que estão a sofrer. Será que, duma forma ou outra, não estamos todos a sofrer?

O ponto a reter é este: eu não consigo sobreviver um só dia sem o Senhor. Eu peço-lhe que me encha diariamente e a cada momento com o Seu Espírito, e me oriente. Todos nós estamos perdidos e necessitados dum Pai que cuide de nós. E Ele é o Pai que nunca nos irá deixar ou abandonar. Ele é o Pau que gosta da nossa presença mais do que nós gostamos da Dele.

Já não tenho medo do que os outros pensam de mim (pelo menos estou a pedir ao Senhor que me ajude nessa área). Por favor, orem por mim e pela família à medida que buscamos a orientação de Deus na nossa vida.

Amo-vos.
No Seu Amor e na Sua Graça.
Dennis

Fonte: ohomossexualismo.blogspot.com/2015/04/como-dennis-jernigan-deixou-de-ser.html

Deus te abençoe ricamente.

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Ney F. S. Silva
(Teólogo e orientador sexual)

segunda-feira, 30 de abril de 2018

COMO PREVENIR CRIANÇAS DE SOFREREM ABUSOS SEXUAIS?

A Constituição brasileira em seu artigo 5º diz que:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Diante dos últimos escândalos noticiados pela mídia sobre abusos [homo] sexuais sofridos por atletas - tanto mulheres quanto homens, nos EUA e no Brasil, venho brevemente abrir um debate sobre a necessidade de darmos orientações aos pais para que estes ensinem seus filhos a identificarem, comunicarem e se prevenirem de possíveis abusadores sexuais.
Existem várias postagens em blogs que ensinam como os pais devem orientar seus filhos menores para que aprendam a se defender de prováveis abusadores. O problema é que o tabu em torno do tema ainda dificulta que se fale sobre o mesmo abertamente, o que deixa as crianças mais indefesas ainda.

Nenhuma ciência conseguiu estudar e descobrir exatamente quais as consequências nocivas que abusos sexuais causam na vida sexual e social da pessoa. Porém, podemos afirmar que certamente são as piores possíveis.


A interação com a família e demais pessoas de nossa comunidade tem aspectos muito satisfatórios; porém, nem sempre é dessa forma. Lamentavelmente, existem pessoas cuja conduta, por diversas razões não é construtiva; entre essas, temos aquelas que por abuso de confiança, superioridade física, intelectual e econômica procedem contra a integridade sexual de crianças e adolescentes, apesar de saber que ditas condutas constituem delitos contemplados em nosso ordenamento jurídico -penal.
Essas condutas negativas não devem ser toleradas, mas denunciadas e processadas penalmente. A vítima deve receber atenção física e psicológica.
Como na maioria dos fatos que podem causar danos, é melhor agir de maneira preventiva. Por isso, nos permitimos transcrever algumas recomendações para prevenir o abuso sexual a crianças e adolescentes:
Especialistas recomendam explicar-lhes sobre a existência das agressões sexuais; nunca deixá-los sozinhos e fora do alcance de um adulto confiável e manter sempre presente que "qualquer um" pode converter-se em vitimário.
Não é por acaso que mais de 70% dos abusos são intra-familiares.

Sete passos para prevenir o abuso sexual infantil

1. Fale para eles/elas sobre as agressões sexuais
Seus filhos/as devem saber sobre a existência de abusos sexuais e de como estes acontecem.
Se você estabeleceu com seus filhos/as regras de segurança em outras áreas de sua vida, as precauções relativas ao abuso sexual se converterão em uma parte natural de suas conversas sobre segurança em geral. Se acreditam não ter ferramentas para falar sobre esse tema com seus filhos/as, peça ajuda a seus professores ou a/ao pediatra. Eles sabem como fazê-lo sem que as crianças e adolescentes sintam-se assustadas ou agredidas. Aqui vão algumas sugestões de abordagens apropriadas de acordo à idade:
*18 meses: ensine a seu filho/a os nomes apropriados das partes do corpo;
*3 a 5 anos: ensine a sua criança as "partes privadas" do corpo e a dizer "NÃO" a qualquer oferta sexual. Dê a eles/as respostas diretas a suas perguntas sobre sexo.
*5 a 8 anos: explique-lhe as normas de segurança quando estiverem longe de casa e a diferença entre um carinho bom e um carinho não apropriado. Alente seu filho/a a falar sobre experiências que o/a amedrontaram;
*8 a 12 anos: ensine segurança pessoal; explique as regras de conduta sexual aceitas pela família;
*13 a 18 anos: destaque a segurança pessoal; explique a violação, as enfermidades sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada.


2. Atenta supervisão
O abuso infantil acontece quando um adulto está sozinho com a criança. Sua atenta supervisão é sua melhor proteção contra o abuso sexual. Nunca as deixe sozinhas e fora de seu alcance.
Não permita que vão comprar algo sozinhos, que vão a banheiros públicos sem companhia  por exemplo em shoppings e restaurantes), que brinquem na rua enquanto você faz os trabalhos domésticos e não pode vigiá-los; nem se distanciem da casa; cuidar para que qualquer pessoa não entre na sua casa. Basta uma fração de segundos para que uma criança desapareça.


3. Conheça bem a pessoa que os cuida

Peça que outro adulto responsável e confiável os cuide quando você mesmo/a não possa fazê-lo. Tente conhecer bem a pessoa com quem fica seu filho/a. Se tem poucas opções e deve deixá-lo sozinho/a com alguém que não é de sua máxima confiança, procure que sejam observados por outras pessoas, tais como vizinhos, ou familiares, durante o dia.


4. Autocuidado
Ensine seus filhos/as a zelar por sua própria segurança, a não aceitar dinheiro ou favores de estranhos e a nunca passear com alguém a quem não conhecem. Diga-lhes o que podem fazer se alguém se aproxima. Se uma pessoa fica olhando para eles/as ou os toca de uma forma que não gostam, devem contar para você o quanto antes. Diga-lhes que podem confiar em você, pois sempre vai acreditar neles e protegê-los. Explique-lhes também que no caso de você não estar presente, que busquem a ajuda de uma pessoa mais velha imediatamente quando um adulto os faça sentir incômodos ou os assustar. Nessas situações, também é oportuno chamar a atenção, gritar e criar um escândalo.


5. Qualquer um pode agredi-los
Recorde-lhes que muitas crianças são vítimas de pessoas que eles conhecem e que é totalmente correto dizer não mesmo aos parentes próximos e aos amigos. Anime-os a contar a vocês ou para outro adulto imediatamente se qualquer pessoa os toca ou chega até eles/as de forma estranha. Fale-lhes da existência de abusos sexuais por pessoas familiares e conhecidas e não somente os que são cometidos por pessoas desconhecidas. Também podem abusar deles/as familiares, amigos ou vizinhos. 85% dos abusos são protagonizados por pessoas conhecidas.


6. Ninguém pode tocá-los intimamente
Ensinamos aos nossos filhos que sempre devem obedecer às pessoas adultas, fazendo-os acreditar que estas sempre sabem o que é melhor, o que está bem. Às vezes, os obrigamos a beijar as pessoas que não desejam fazê-lo. Esta educação contribui para que possam acontecer os abusos. Por isso, ensine que eles/as têm o direito à privacidade de seu corpo e que ninguém deve tocá-lo ou olhá-lo de uma forma desagradável. Pode negar-se a isso, seja quem for esse adulto. Explique-lhes também as formas em que os agressores tratam de intimidar a suas vítimas para que guardem o abuso em segredo. Ensine-lhes que nunca devem calar apesar das ameaças recebidas.


7. Monitore a Internet

É uma grande porta de entrada para os abusadores, devemos supervisionar o uso que possam fazer nossos filhos da rede. Explique-lhes que não devem dar seus dados pessoais ou de suas famílias (nomes, endereço, telefones) por internet nem entregar suas senhas a qualquer pessoa. Que nunca se junte ou programa encontros com pessoas que conheceu pela rede sem que você saiba, já que existem muitos adultos que se fazem passar por crianças ou cujo fim é abusar de pequenos como ele/ela. Que não use câmara web para chatear (não seja instalada) e que não aceite nas redes sociais como Facebook e outras como amigos a pessoas que não conhece e que estabeleça privacidade de seu perfil somente a seus amigos.
Fonte: www.escoteirossc.org.br/download/docs/Sete_passos.pdf


Exemplo de um vídeo explicativo sobre o assunto:




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Ney F. S. Silva
(Teólogo e orientador sexual)

domingo, 31 de dezembro de 2017

FEMINISMO CONTROLADOR

A Constituição brasileira em seu artigo 5º diz que:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além daindenização por dano material, moral ou à imagem;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Vou resumir uma situação de perseguição que vivi semanas atrás por parte de uma senhora de 62 anos.

Eu fui convidado por essa senhora para Coordenar um projeto de coleta de aparelhos eletrônicos e de informática. Seria como um empreendimento em que teríamos um tipo de sociedade. Ela entrou com o espaço e eu com a mão-de-obra, pois sou técnico em informática. Os filhos dela possuem uma empresa de logística em informática e dariam apoio ao projeto. Só que ela é uma pessoa muito controladora, quer sempre decidir tudo do jeito dela. Por isso, identifiquei que ela possui um transtorno de personalidade que chamarei de Feminismo Controlador.
Semanas atrás,  quando fui convidado para expor o projeto em um evento de agronegócios  (AGROTEC) ela ficou com ciúmes, porque ela não foi convidada, pois não entende de informática. A área dela é gastronomia. Contudo, lá no evento não teria esse nicho.
Como ela estava envolvida em outro evento um dia antes, eu fui diretamente com o filho dela pedir uma ajuda financeira para arcar com os custos no transporte e na alimentação dos 4 dias em que estaria expondo o projeto no evento. Ele já havia me dito que se eu precisasse de qualquer coisa poderia procurá-lo. Na ocasião também citei que estava com a ideia de adquirir um banner e ele pediu para incluir no orçamento. Eu fiz a arte, ele aprovou e autorizou a confecção do banner na gráfica.
No dia seguinte ele foi comentar com ela sobre a ajuda que eu pedi, e ela ficou surpresa porque eu não tinha pedido autorização para ela antes. Aí ela teve um ataque de ira e ciúmes e começou a me mandar áudios agressivos pedindo a prestação de contas do valor pedido. Acontece que eu só tinha gasto o valor do banner (R$60,00) e já ia entregar a nota para o filho dela. 
O que houve na verdade é que ela seria contra fazer o banner, pois diz que é uma expressão do capitalismo, e ela é obcecada por economia solidária.
Enfim, ela confundiu e misturou um monte de assuntos, distorceu os fatos e começou a se  fazer de vítima, fez acusações contra mim alegando que eu ignorei e passei por cima da autoridade dela.
Na verdade ela agiu assim porque já tinha decidido que iria encerrar o projeto e estava arrumando alguma desculpa para dizer que o motivo do encerramento do projeto era eu fazer coisas sem consultá-la. E como o filho aprovou a confecção do banner sem a opinião e aprovação prévia dela, ela ficou presa a ter que continuar com o projeto.



Estamos diante de uma personalidade controladora, manipuladora, possessiva, materialista, invejosa, que tem complexo de inferioridade e superioridade, que julga, critica e maldiz as pessoas o tempo todo, etc.
Eu já havia percebido ela fazer isso com outras pessoas, mas como sou tolerante e achei que podia contribuir para que ela viesse a trabalhar isso e mudar, dei essa oportunidade para ela passar a agir diferente. Contudo, acabei sendo mais um que ela se levantou para perseguir e caluniar.

O que vem a ser o espírito controlador?
É um aspecto espiritual resultante de rebelião que se torna um desvio ou distúrbio de personalidade.
A pessoa controladora é também possessiva.
Esses dois tijolos da parede que envolve o coração das pessoas estão muito interligados porque um leva ao outro. Nós podemos controlar os outros motivados pela nossa insegurança e pelas nossas feridas na tentativa de mantermos as coisas nas nossas mãos.
Através de ações controladoras, nós desenvolvemos uma possessividade onde tentamos viver a vida de outros para eles. Esta distorção se torna numa arma letal em um relacionamento porque asfixia a individualidade.

A possessividade pode assumir extremos, onde nos sentimos no direito não só de viver a vida dos outros para eles, como também de tirar suas vidas. O resultado é o homicídio.


Espírito Crítico 
É  primeiramente  uma  pessoa  muito  ferida  que  tem  sido  criticada.  Ela  toma  a  mesma coisa que a fere para ferir os outros. Ela não está de acordo com nada.
Quando não existe perfeição para ela, não existe sugestões, existe apenas críticas: “ Isto está errado”, “isso é pecado”!
Parte de uma insatisfação relativa a algo dela como pessoa. Nada a satisfaz, e ela toma posição de superioridade e parte para a crítica.  


Características da manipulação (em contraste com o amor)
1)  Desonestidade:
  Manipulação por sua natureza é desonesto o que se  contrasta com o amor que trabalha baseado em honestidade. O manipulador é desonesto e vive através de uma série  de  truques,  ações  e  jogos  tornando-o  uma  pessoa  de  identidade  encoberta.  Ele  tem  suas técnicas para tentar impressionar os outros e vai regulando o seu comportamento de acordo com
a situação ou pessoa.
O  manipulador  continuamente  joga  com  a  vida,  mas  a  pessoa  que  ama  é  livre  e confortavelmente  é  ela  mesma.  Ela  pode  ser  genuína  e  aberta  com  os  outros  com  toda sinceridade.
2)  Não Percebe:  O segundo aspecto  da manipulação é que ela de forma inconsciente é fechada.  O  manipulador  possui  uma  visão  de  túnel,  vendo  apenas  aquilo  que  deseja  ver,  e ouvindo  aquilo  que  ele  quer  ouvir.  Mesmo  que  a  situação  se  mostre  em  preto  e  branco, claramente, em termos concretos, o manipulador mesmo assim se mostra como se não tivesse ouvido uma só palavra. O manipulador focaliza-se apenas naquilo que ele pode ganhar.
Sua consciência  pode ser fortemente obscurecida. Ele está enclausurado pelo seu ego e por isso não percebe as necessidades alheias.
Em contrapartida, a pessoa que ama é capaz de ter problemas pessoais e mesmo assim ajudar  outras  pessoas  nos  seus  problemas;  é  também  apta  a  ter  vários  interesses  e  receber  de várias fontes que a cercam. É uma pessoa aberta e que percebe as coisas. Ela não se fixa nas coisas, mas é capaz de sentir a natureza, a música, a arte e a beleza do mundo. É uma pessoa que possui grande capacidade de compreensão e sensibilidade aos outros.
3)  Quer controlar: O terceiro aspecto de manipulação é o controle. O manipulador vive sua vida como se fosse um jogador de xadrez, que busca dar um cheque mate em seu oponente.

O manipulador tem de ter o controle a todo o custo e sempre está concentrando no jogo da vida.
Qualquer pessoa que se obstina em controlar perde a sua própria liberdade, pois vive na tensão de não conseguir comunicar a impressão certa. Está também preso àquilo que os outros pensam dele.
A  pessoa  que  ama  não  precisa  estar  no  controle,  mas  sempre  goza  de  liberdade  de expressão e pode relaxar. Todas as pessoas que amam entram no descanso de Deus. A pessoa que ama não corre para a amargura se é rejeitada. Nunca perde uma correção como atitude de rejeição, é flexível, não se condiciona à atitude dos outros e não se condena indevidamente, pois está em harmonia de caráter com o Pai.
4)  Desconfiança:  Primeiramente  porque  o  manipulador  é  uma  pessoa  ferida.  No
relacionamento  o  manipulador  experimenta  uma  grande  dificuldade  de  confiar  nos  outros, evidenciando assim uma dificuldade de confiar em si mesmo. O manipulador segue esta linha de raciocínio:  se  eu  sou  infiel,  todos  devem  ser.  Ele  transfere  a  sua  infidelidade  para  os  outros expressando-se através da desconfiança.
Julga o pensamento dos outros tirando conclusões do seu próprio coração.  Com isso, ao criticar alguém, estará revelando mais sobre si que sobre a pessoa criticada.
O  manipulador  constantemente  estuda  como  manter  em  suas  mãos  o  controle  de  seus relacionamentos,  enquanto  a  pessoa  que  ama  goza  de  relacionamentos  como  resultado  de  l liberdade e confiança.
Ex.:  Infelizmente  a  maioria  dos  casamentos  hoje  em  dia  tem  como  base  o  aspecto manipulativo.  O  homem  se  casa  com  uma  mulher  para  receber  amor  dela,  ou  casa-se  com  o homem para ter amor e segurança. Ambos são manipulativos, e provocam no casamento uma frágil estrutura.

5)  Essência  é  Receber:  O  que  é  o  amor  em  uma  definição  Bíblica?  Amor  é  o
desenvolvimento de um relacionamento para dar. Manipulação desenvolve um relacionamento para receber. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que nos ganhou? Não! Porque Deus amou o mundo de tal maneira que  DEU seu Filho. Nosso conceito de amor tem se tornado tão distorcido que a nossa motivação para amar é receber –  eu preciso ter uma esposa –  que preciso ter um marido. Mas esta não é a motivação que Deus designou para o casamento e muito menos é o que nos diz o prumo de Deus do amor.
Amor  é  tão  frequentemente  distorcido  em  nossa  sociedade.  Os  meios  de  comunicação nos bombardeiam com algo chamado amor que realmente nada é senão concupiscência.


MANIPULADOR ATIVO
Usa a força da sua personalidade para tomar controle da situação intimidando os outros.
Está sempre impondo sua opinião. O alvo desta pessoa é “manter o controle a todo custo”.  Ele evita enfrentar qualquer tipo de fraqueza e sempre exalta as suas qualidades, sempre desejando ser o primeirão.
Em  seus  relacionamentos  ele  se  mostra  como  o  mais  forte  cativando  os  outros  como pode.  Acredita  que  não  deve  compartilhar  suas  fraquezas.  Poderíamos  apelidar  este  tipo  de manipulador como: O Cristão Crítico.
Aqui  vemos  uma  personalidade  que  surge  no  deslocamento  do  prumo  humano  da rebelião,  onde  a  pessoa  se  afasta  da  figura  de  autoridade  de  uma  maneira  mais  agressiva.
Quando  não  consegue  se  sobressair  numa  situação,  parte  para  a  maledicência  e  crítica.  Você pode ouvi-los dizer:
– Veja como eu sempre me saio bem…
– Deixe-me falar como devia ser…
– Seja perfeito como eu e Deus…
– Eu sei que estou certo…

– Apenas me ouça…
– Cuidado porque se você errar…
Por  outro  lado,  a  personalidade  crítica  pode  dar
algumas  declarações  ásperas  e  de  condenação  como  as seguintes:
– Você nunca será diferente!
– Você é um caso perdido!
– Você é tão estúpido quando sua declaração!
– Aceite o reino de Deus seu idiota!
– Você não pode fazer isso direito?
– Você sempre estraga tudo!
– É tudo culpa sua!
– Eu sou o chefe!
 

A  mensagem  que  ele  está  dando  é:  Eu  não  sou  amado  tanto  quanto você.  “Não há amor no mundo para mim, estou sofrendo por causa disto, e você vai sofrer comigo”.

Continua em breve...


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Ney F. S. Silva
(Teólogo e orientador sexual)

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A HISTÓRIA DO EX-HOMOSSEXUAL TIAGO

A Constituição brasileira em seu artigo 5º diz que:
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além daindenização por dano material, moral ou à imagem;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.

Essa é mais uma história de restauração, cura e libertação da atração pelo mesmo sexo, entre milhares de outras que temos evidenciados pelo mundo a fora. Apesar da mídia e dos ativistas continuarem mentindo alegando não existirem EX-LGBTT´S, as evidências da vida real provam o contrário.
"Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas,
nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.
Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus."  (1ª Coríntios 6:9-11)

Sábado à noite e eu aqui escrevendo a minha história.
Se fosse num passado não muito distante seria uma oportunidade para me aventurar num bate-papo da internet ou então acessar pornografia.
Estranho começar assim, não é? Mas quis fugir do comum ao detalhar a minha experiência pra você. Na verdade, espero que compartilhá-la possa ajudar em algo.
Vamos lá. Chamo-me Thiago, atualmente com 23 anos (estou escrevendo em 11/12/2010), solteiro, virgem, cristão, um cara normal. Assim como muitos, enfrento problemas na área da sexualidade, entre os tais: vício sexual, impureza e desejos homossexuais. Espera...
Mas eu disse que sou virgem, como posso ser um viciado sexual? Calma, irei explicar mais à frente.
Nasci num lar composto por pai, mãe e cinco filhos, sendo eu o mais novo e o único homem. Minha mãe, quando nasci, já era cristã e o meu pai, apesar de conhecer o Evangelho, não tinha nenhum vínculo com a igreja. Por certo, sempre meu pai foi ausente na minha criação e entendo que, por não haver um referencial masculino para me espelhar, acabei desenvolvendo atração por pessoas do mesmo  sexo. Minha mãe, pela ausência do meu pai, por um lado tentou suprir essa falta, pois eu não posso reclamar de amor, carinho e aceitação da parte dela e de minhas irmãs. Por ser o único homem e o filho mais novo, minha mãe sempre foi muito zelosa  comigo, me protegendo e me prendendo também. Lembro que eu não ficava muito na rua e sempre, sempre, informava aonde ia, com quem e etc.
Minha infância foi normal: comecei a estudar com cinco anos, pois já sabia ler e escrever (de acordo com a idade, né?). Na escola eu não me sentia diferente dos demais e à medida que ia me destacando, com o passar dos anos, alguns meninos acabavam por colocar apelidos pejorativos e de conotação sexual em mim, do tipo: “fresco, viadinho” e etc. Não brincava muito na rua e ficava boa parte do tempo com as minhas irmãs, cujos comportamentos eu observava, e desenhava principalmente vestidos de noiva e sereia. Mas logo depois, passei a ir para a rua, onde brincava com os demais meninos normalmente. Nunca fui exatamente igual a eles, sempre tinha algo diferente, mas eu buscava interagir e sempre fui bem aceito.
Na escola comecei a observar as meninas; achava algumas bonitas, fazia aqueles corações com iniciais... Coisas comuns.
Não me passava pela cabeça que eu gostava de homens. Na infância tive o meu primeiro contato com material pornográfico, pois quando ia com meus colegas a uma quadra de esportes na escola do bairro, os adultos mostravam para nós tal material. Outra vez fui surpreendido pela mãe de um amigo enquanto eu e ele víamos uma revista na casa de um outro, sendo que era um quadrinho erótico.
Morri de vergonha, mas continuava pensando nisso.
Na 4ª série, com 10 anos, eu gostava muito de uma menina, que não me deu bola. Mudei de escola e na 5ª série é quando começa a puberdade para a maioria, época de conhecer as meninas, de ficar, enfim... Acontece que as meninas não queriam me conhecer, tão pouco ficar comigo. Continuava sendo o mais inteligente da sala, mas inacessível pras
meninas, exceto as feinhas que me queriam, mas eu, orgulhoso, não queria. No caminho da escola havia uma banca de revistas e eu ficava olhando as capas das revistas – todas pornográficas. Morria de vontade de comprar uma, mas temia, pois o que minha mãe pensaria caso encontrasse?
Ao caminhar pelo bairro, às vezes eu encontrava materiais pornográficos e levava pra casa, onde, após ver, jogava fora, me sentindo culpado e o mais indigno entre os homens.
Entre 11 e 12 anos, minha mãe me proibiu de pular o muro da escola para jogar bola e, com isso, fui ficando em casa. Não mantinha mais aquele contato com os outros rapazes, exceto na hora da aula. Na escola ainda continuava ainda sendo o nerd, o primeiro em notas, mas o último em Relacionamentos. Tinha alguns colegas, mas não eram amigos e começava a sofrer com a solidão e por me sentir diferente, quiçá rejeitado. Em casa começava-se a perguntar se eu já tinha beijado na boca, falava-se sobre os outros meninos que já estavam ficando e eu sempre falava que já tinha. Para o pessoal da escola falava que já tinha beijado na igreja e na igreja e em casa, falava que tinha beijado na escola.
Hormônios a mil, tive uma puberdade meio que precoce comparada com a dos vizinhos de mesma idade. Mas com quem falar sobre isso? O único adulto com quem eu tinha mais contato era meu pai! Os desejos sexuais começaram a aparecer, e o meu único acesso a pornografia se restringia àquela famosa sessão de filmes numa rede de TV aberta, mas

eu comecei a notar que as mulheres não me chamavam a atenção. Quando elas
apareciam sozinhas, não era legal.
Com o isolamento, me dedicava aos estudos e sempre me destaquei; com isso começava novamente a onda de falarem algo acerca de mim, que eu não pegava ninguém, que não gostava de mulher e assim por diante. Isso me entristecia, mas ficava quieto. Aprendi que era só fingir que não era comigo... Passavam- se os anos e o desejo por mulheres foi sumindo, inversamente proporcional ao desejo por homens. Não pensava em namorar e casar com um cara, mas ao ver as revistas, o sexo entre homens e mulheres me era muito interessante, vindo depois o sexo bissexual e, por último, o sexo gay. Não há como não mencionar o problema que enfrento com a pornografia, aliás, vício. Foi me acompanhando
desde a puberdade e me aprisionando também. Pois bem, sem aceitação, sem amigos e sem relações saudáveis, meu escape era a pornografia. Primeiro as revistas, depois filmes e, por fim, a internet. Eu não tinha nem ficado com uma menina, muito menos com um homem, afinal, eu ainda era cristão. Por conta da pornografia eu cheguei a roubar uma revista numa banca no centro da minha cidade, roubei algumas dos meus colegas no meu primeiro emprego e aluguei filmes na conta da minha irmã.
Mas, uma hora isso perdeu a graça, foi quando conheci os chats. Inicialmente entrava, fazia hora com os gays e ia tocando a minha vida. O lance era entrar, seduzir e depois dizer
que eu não era o da foto, que não ia rolar porque eu não podia fazer isso, que não
era gay e etc. Por esse motivo, eu só teclava com pessoas de fora do Espírito Santo.
Mas, um belo dia adicionei um camarada minha cidade e ele sugeriu um encontro.
Marcamos no shopping; fui lá, mas como eu não era o da foto, vi a cara do sujeito e liguei dizendo que não dava pra eu ir; ele sacou a mentira e disse que poderíamos nos ver outro dia. Expliquei a situação, pedi desculpas e marquei novamente. Fui ao encontro dele e levei um cd para “reparar” meu erro. Fui a uma loja pagar uma fatura, depois fomos a outra
loja e me despedi, sem nenhum contato. Ele entrou no MSN e me disse que era grato pelo  cd, pois o fez lembrar do tempo que era líder de jovens, mas que, não suportou as tentações e saiu da igreja. Disse mais, que eu era homossexual e que não tinha pra onde fugir, estava estampado na minha cara isso e que não conseguiria lutar, pois ele mesmo não conseguiu. Caso eu quisesse, ele poderia arrumar uma pessoa para me iniciar na
vida gay e daí eu poderia seguir minha vida.
Fiquei muito mal com a descoberta sobre o cara e também pelo que me propôs. Senti o peso e as conseqüências dos meus atos. Mas apesar disso, eu continuei entrando nos chats, fazendo vítimas, me arrependendo e vendo pornografia. Era um ciclo vicioso.
Praticamente sendo um Dom Juan virtual, o tempo foi passado e graças a Deus conheci um amigo, também pela internet, com o qual desabafei e abri o jogo. Ele me ajudou a ver meu problema, me indicou ajuda e me direcionou para um relacionamento com Deus. A
partir daí me batizei e me dediquei mais a Obra de Deus. Ótimo? Não! Eu acabei
fugindo dos meus desejos executando tarefas na igreja. Eu fazia de tudo, de decoração
programação de cultos e até mesmo pregações. Mesmo assim, a visita a chats e sites pornô não cessavam, pelo contrário, o que me trazia culpa, vergonha e raramente arrependimento, apesar do remorso. Mais um tempo se passou e comecei a fazer aconselhamento cristão com uma conselheira. Contei-lhe toda a minha história, fizemos algumas tarefas que me ajudaram muito. Hoje reconheço a importância dela e da intervenção de Deus através dessa pessoa na minha vida. Passei a entender o que acontece, o que aconteceu e o que pode acontecer, que vai variar de acordo com meu posicionamento. Tive acesso a materiais muito bons que me fizeram saber que muitos
passam pelo mesmo, sendo que alguns conseguiram renunciar à homossexualidade,
tendo vivido-a por um tempo ou não. Descobri que Deus me ama independente do que eu faça, e que, à medida que sou obediente à Sua Palavra, me torno o mais parecido com Jesus e isso não tem preço. Aliás, vale a pena pagar o preço. Hoje, continuo não tendo beijado nenhuma garota e também nenhum garoto. 
Não tive oportunidades? Lógico que tive. Não tive vontade? Digo que muito mais de fazer sexo do que beijar, dormir junto e etc., mas eu sou responsável pelas
minhas escolhas e elas me trazem conseqüências.
A homossexualidade não gera vida. Só uma pessoa é o Caminho, Verdade e Vida. E a Bíblia é bem clara quando diz que é pra escolhermos a Vida (Deuteronômio 30:19)
Sei que Deus tem o melhor pra mim e entendo que pornografia, relacionamento gay e impureza sexual, além do vício, não se comparam com o que Ele tem e quer pra mim. As lutas são constantes, diárias e há momentos que penso que não vou conseguir, mas lembro de uma das falas da minha conselheira: “Ventos fortes vêm, mas também vão.
Não se esqueça.” Mas se eu confio no Homem a quem o vento e o mar obedeceram, quando o vento forte vier, o que eu preciso fazer?
Se eu pude escrever este relato para que você o lesse, não é mérito meu, mas sim da Graça de Deus, através de Jesus. Se você teve a oportunidade de ler e escolher o que fará daqui por diante com sua vida e escolhas, é também pela Graça de Deus.
Renda-se a ela! Deus te abençoe!

Fonte: Retirado do Livro IMPULSIONADOS PELO AMOR

Se você foi tocado pela história deste jovem e deseja provar o mesmo que ele provou, entre em contato comigo.

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(Teólogo e orientador sexual)